Os seus olhos ardiam
As lágrimas ameaçavam sair
Mas era preciso se manter forte
Firme…
Sem medos…
Não poderia hesitar
Não haveria como impedir as pessoas
De dizerem palavras
Que chegavam como flechas,
Desesperadas para chegar ao alvo.
E mesmo que houvesse meios
Soluções…
Mesmo que houvesse como impedir
Que as palavras fossem ditas
Ainda haveria os olhares
Os murmúrios…
As conversas interrompidas
Ainda haveria os pensamentos silenciosos.
E esse turbilhão de coisas ainda afetaria.
Agora há o nó na garganta
Aquela vontade de gritar
Mas o silêncio continua
Nem todos precisam saber toda a verdade
É melhor deixá-la em silêncio.
Andrômeda Messier
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